KLETUS, O CHAMADO

 

Kletus, o chamado 

Em uma daquelas famílias onde pai e mãe estão sempre brigando, buscando cada um ter sua razão, e não chegando a lugar nenhum, nasceu, numa linda manhã ensolarada de domingo, um menino muito esperto e inteligente de nome kletus. Ainda bebê, se viu envolto nas discussões de seus genitores, que, apesar de se gostarem, deixavam que o Ego lhes roubasse a paz, se impondo em opiniões tolas e infrutíferas, por simples motivos. E, desde muito cedo, aquela criança buscava apaziguar as dificuldades entre os dois. Não era sua função, antes pelo contrário, os pais que deveriam ser exemplo de tranquilidade, consolo, retidão, respeito e parceria. Mas, por incrível que pareça, aquele menino sempre os acalmava e os fazia refletirem sobre suas discussões desnecessárias.

A criança rapidamente aprendeu a se comunicar e mostrou extrema capacidade linguística. Pronunciava corretamente todas as palavras, e o mais curioso, quando aprendia uma nova, sabia usá-la em todas as ocasiões, mesmo com sentido diferente. Professores da primeira infância sempre elogiavam sua capacidade cognitiva. 

Kletus, como toda criança, gostava muito de brincar com seus amigos. E, sempre que aparecia uma contenda, todos o chamavam para abrandar os impulsos.

Ele e seus amigos se divertiam com vários tipos de brincadeiras, como pega ladrão, onde, invariavelmente, kletus era o xerife. No jogo de futebol, ele era sempre o capitão, por ser o mais tranquilo e o mais comedido nas ações, orientando a todos o que fazer. Todos gostavam de segui-lo, porque ele conseguia sempre ser imparcial. Nos outros jogos com bola como queimada, vôlei, basquetebol ele constantemente era o líder. Não porque se impusesse, mas por suas ações e atitudes os amigos o colocavam na liderança, confiavam em suas decisões. E ele, sempre humilde, ajudava a todos a darem seu melhor. Sabe aquela pessoa que sempre tem uma solução para uma questão que apareça? Esse era Kletus. Em esporte de luta, como Judô ou Karatê, ganhava quase todos os campeonatos, com sua força e agilidade.

Tocar instrumentos musicais era outra das habilidades de Kletus. Se evidenciava no violino. Suas audições eram concorridas e muito aplaudidas. Nos grupos de estudos, mais uma vez se resaltava por ser aquele que definia as tarefas de todos e organizava, junto com os demais, os cronogramas e projetos. Quando saiam juntos para alguma festa ou atividades culturais, sua educação, seu bom humor e gentileza eram notórios e todos o queriam em sua roda de amigos.

Ele foi crescendo e este perfil de analisar criticamente informações e argumentos se aprimorando cada vez mais. Estava sempre trabalhando sua capacidade de resolver problemas e mostrar uma saída. Quando chegou a hora de decidir que carreira seguir, pesquisou várias. Se interessou por medicina, engenharia, arquitetura, jornalismo, musicista, programador. Porque na verdade, ele era polivalente. Todos sabiam que ele podia escolher o que quisesse que iria se sair vitorioso.

 

Mas, certo dia, ele ouviu a pregação em João 8:1-11, passagem onde Jesus estava ensinando no Templo de Jerusalém quando os escribas e fariseus trouxeram a mulher adúltera até Ele, principalmente, na tentativa de testá-lo questionam-no sobre o que deveriam fazer com ela, de acordo com a lei de Moisés. Certamente, eles esperavam que Jesus cometesse um erro, dando-lhes motivos para acusá-lo.

 

Um dos aspectos notáveis dessa passagem é o silêncio inicial de Jesus. Em vez de responder prontamente, Ele se inclina e começa a escrever no chão com o dedo. Decerto, esse gesto intrigante sucinta diversas interpretações e especulações.

De fato, o silêncio de Jesus pode ser interpretado como um convite à reflexão. Ele não age impulsivamente, mas em vez disso, dá tempo aos acusadores para examinarem suas próprias consciências. Dessa maneira, esse momento nos ensina sobre a importância da ponderação e da misericórdia.

 

Em sua resposta, Jesus desafia os acusadores com uma afirmação icônica: “Aquele que estiver sem pecado atire a primeira pedra.” Com efeito, essa declaração é uma poderosa chamada à humildade e à autorreflexão.

A lição é também uma mensagem de compaixão e perdão que ressoa através dos séculos.

À medida que os acusadores se retiram, um por um, Jesus se volta para a mulher e a absolve de seus pecados. Sua mensagem é clara: a misericórdia triunfa sobre o julgamento.

Porque o juízo será sem misericórdia sobre aquele que não fez misericórdia; e a misericórdia triunfa do juízo.

Após esta passagem, kletus procura outras mensagens de Jesus como protagonista e agindo como advogado.

Encontrou também em Lucas 22:31-32 onde Jesus diz a Simão: “Simão, eis que Satanás está pedindo para vos peneirar como se faz ao trigo, mas eu roguei por ti, para que não falhe tua fé; para que também tu, ao tempo, te arrependas e fortaleças os teus irmãos.” Logo, Jesus age como advogado junto ao Pai. Afinal, o advogado tem a função de argumentar em nosso favor, nos ajudar e nos dar consolo, bem como interceder por nós diante do Juiz e acusadores.

Ainda em suas pesquisas, kletus se depara em Hebreus 5:7-10 com a seguinte passagem: “É por meio dele, de sua intercessão, seguindo seus passos, que conseguimos nos aproximar de Deus. Ele foi um homem como nós, que  sentiu dores e derramou lágrimas, mas foi submisso e obediente a Deus. Vide também em Hebreus 7:21-25 “Depois de sua ressureição, Deus fez de Jesus um sacerdote para sempre, a fim de que ele intercedesse por nós,”  kletus conclui que Jesus podia interceder por nós, como nosso advogado, junto ao Pai, por ter vivido entre nós e conhecer nossas dores e aflições. Um destaque para o sentimento de empatia.

E assim, kletus consumou que estas atitudes de Jesus eram as que gostaria de ter diante da vida e dos fatos. E, seus amigos, com certeza testemunhavam por já o considerando assim. kletus, fascinado com a figura de Jesus, com esta mentalidade se tornou um advogado, dedicado conhecedor das leis, jurisprudência, e normas regulatórias, como nenhum outro docente do estabelecimento de ensino onde se formou. Recebeu o prêmio de melhor aluno de todos os tempos daquela universidade.

Por seu carisma, integridade e vitórias em quase cem por cento dos casos onde atuava, kletus se tornou um brilhante advogado, admirado por seus pares e por comunidades nacionais e internacionais relacionadas ao direito, ganhando inúmeros prêmios do ramo advocatício e também das organizações que lutam pela paz. Sabia negociar de forma estratégica, o que lhe dava a chave para soluções eficientes e eficazes. Em diversas contendas, com a atuação de kletus, em inúmeros casos, os dois lados antagônicos saiam se abraçando e tornando-se amigos, compreendendo, através da palavra certeira de kletus, as dificuldades um do outro e entrando em acordos que beneficiavam ambas as partes. E esta paz se estendia à família que também era envolta na nova confraternização que se formava, juntos em festividades e apoios. Pois onde kletus trabalhava, a harmonia se restaurava.

Como no caso: A herança da Fazenda Braga

Kletus é chamado para resolver um conflito delicado entre três irmãos que herdaram uma antiga fazenda no interior de Minas Gerais. O patrimônio é valioso, mas junto com a terra vêm lembranças dolorosas e disputas familiares que se arrastam há décadas.

Com seu humor leve e empatia natural, Kletus inicia o processo não com contratos ou petições, mas com conversas francas. Ele reúne os irmãos em volta da antiga mesa da fazenda, onde costumavam almoçar juntos quando crianças.  

Durante o encontro, ele fala sobre o valor simbólico do lugar e como o direito pode ser um instrumento de reconciliação, não apenas de separação.  

Ao longo das negociações, Kletus consegue usar sua habilidade comunicativa para transformar o tom do conflito. Em vez de batalhas judiciais, os irmãos aceitam criar uma fundação agrícola em homenagem aos pais, dividindo o lucro de maneira igualitária e mantendo a memória familiar viva.  

No tribunal, o juiz elogia o acordo e ressalta a postura ética e humanizada do advogado — prova viva de que o Direito pode ser exercido com razão e coração.

Em um mundo desafiador, cheio de advogados, uma coisa que Kletus realmente não se preocupava, era com concorrência. Pelo contrário, mantinha o network desde a faculdade e buscava orientações e opiniões com outros profissionais do ramo, pois acreditava que parcerias unem esforços e proporcionam melhor atendimento ao cliente. Nunca lhe faltou trabalho e oportunidades porque buscava fazer o seu serviço focado em dar seu melhor, sendo empático com as pessoas que o contratavam e isto conquistava cada vez mais cliente e corações.

Outra dúvida era sobre o ponto da concorrência com a tecnologia. Mais uma vez kletus estava um passo a frente pois nunca realizava suas tarefas como um robô, desenvolvia plenamente suas soft skills. E sabia também estudar as novas tecnologias para ter mais recursos e aumentar a eficiência em resolver casos. Tinha paixão pelo aprendizado constante. Participava de cursos, palestras, conferências, se engajava em grupos de discussão e leitura de publicações especializadas. Buscava casos semelhantes aos que estavam sob sua responsabilidade e se debruçava nas vitórias e derrotas para fazer cada vez melhor do que já tinha sido feito. Trabalhava ativamente para prevenir e eliminar riscos. Facilmente se adaptava às novas leis, tecnologias e demandas do mercado em um campo de constantes mudanças. E quando algo saia fora da rota, ele rapidamente sabia se reinventar e conduzir a tempo mudanças necessárias. Facilmente estruturara sua argumentação e agia de forma convincente. Seu afiado raciocínio lógico o facilitava a encontrar conexões entre fatos e leis, apresentando decisões certeiras.

Existe na sociedade muitas piadas mal-intencionadas criticando advogados, principalmente duvidando de sua ética. Mas, com Kletus, acontecia justamente o contrário, sua boa conduta ia além do que dita as regras, estando intrínseca ao seu preparo profissional e em seu caráter. Clientes, amigos, parentes, colegas de profissão viam em Kletus gentileza, atenção e prazer em ajudar, reforçados por sua paixão pela advocacia. Sua comunicação eficaz mostrava transparência e confiança a todos que o ouviam. Além disso, mantinha horários pessoais para se autoconhecer e assim melhorar cada vez mais sua inteligência emocional, e com isso conseguia também gerenciar as emoções dos clientes.

E quando entrevistado por jornalistas sobre como ele conseguia tais façanhas, ter sucesso em tantos casos, respondia humildemente: “Veja, eu me formei em uma universidade federal. E, como todos sabem, quem paga esta universidade é o dinheiro do contribuinte. Então, tenho que admitir que tenho uma dívida com o cidadão, tenho que entregar o que pagaram para ter: um bom advogado que contribua com a comunidade onde está inserido. Procuro manter a organização, ficar de olho nos prazos e ser o melhor produtivo possível. Gosto de pensar que tenho uma profissão que colabora para garantir a justiça e defender os direitos dos cidadãos. E, por fim, peço orientação, em oração, ao melhor advogado que o mundo já teve: Jesus Cristo. E me pergunto: o que Ele faria, ou o que ele diria em tal situação? E a inspiração vem.”

 

E você, o que tem feito para melhorar o mundo ao seu redor?

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