RAÇÃO PARA HUMANOS


Coloquei a comida para minha cadelinha Sarah, uma mistura de cocker spaniel com poodle. O resultado desta junção foi uma cachorrinha com característica de caçadora como os cocker, de compridas orelhas e estressada como os inquietos poodle. Um pelo que não é nem liso, nem enrolado, uma cor maravilhosa de campanha. Sarah tem ainda um apetite voraz, creio que maior que um pastor alemão adulto, mesmo com peso de somente 13 quilos. Talvez seja devido ao gasto de  extremo energia Está sempre atenta ao menor mosquito que passa diante dela e ataca. Insetos ou qualquer roedor em minha casa não têm vez. Seu espírito de caçadora está sempre em alerta.

Voltando então à hora da refeição, deixei-a deliciando-se com sua ração e fui tomar meu café preto com pão ligth integral. Naquele instante achei a cor de meu alimento muito parecida com a ração da cachorrinha. E foi então que pensei: "Será que chegaremos a isto? Todos os humanos comendo rações? Um produto que quase não sabemos direito o que tem devido à sua cor digamos assim...um pouco estranha?"

 Tá certo, o rótulo vem discriminando os ingredientes, afinal é lei, não é? Mas você já viu alguma embalagem dizendo que aquele trigo, quando plantado foi utilizado o inseticida tal? e se os governos quiserem deixar a população um pouco mais calma e sugerir que fosse acrescentado à ração um tranquilizante? Pessoas dóceis, tão fáceis de manipular. Ou quando os governos estivessem em luta, algum estimulante para levá-los à competir?

Bom, melhor é tomar meu café e comer um mamão para amenizar possíveis ingestões indesejáveis...

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